Santos Brasil divulga resultados do primeiro trimestre

A Santos Brasil divulga que fechou o primeiro trimestre de 2019 com 254.929 contêineres movimentados em seus três terminais – Santos (SP), Imbituba (SC) e Vila do Conde (PA) – um crescimento de 0,7% no volume operado em relação ao mesmo período do ano anterior. As operações de longo curso representaram 72,8% do total movimentado e as de cabotagem, 27,2%. O mix de contêineres cheio-vazio também melhorou, com o volume de cheios correspondendo a 78,7% do total movimentado de janeiro a março deste ano, frente aos 76,5% nos três primeiros meses de 2018.

O Tecon Santos movimentou 218.533 contêineres no trimestre, aumento de 1,5% em relação ao mesmo período do ano anterior. O crescimento contrasta com a queda de 12,1% verificada no Porto de Santos nesse período. De acordo com a Santos Brasil, o Tecon Santos foi o único terminal de contêineres do porto que registrou crescimento de volume no primeiro trimestre de 2019 se comparado ao mesmo período do ano passado. O market share do terminal no porto subiu de 34,2% de janeiro a março de 2018 para 39,7% nos três primeiros meses de 2019, consolidando a liderança da Santos Brasil no Porto de Santos.

O Tecon Imbituba movimentou 12.649 contêineres de janeiro a março deste ano, 8,3% abaixo do volume de 2018. A queda é reflexo da redução na movimentação de contêineres de longo curso decorrente da descontinuação do serviço Asas, que deixou de existir devido à reorganização dos serviços asiáticos dos armadores Maersk, Hamburg Süd, MSC e Hapag Lloyd na costa da América do Sul. No entanto, essa queda é mitigada pelo incremento dos volumes movimentados no Terminal de Carga Geral de Imbituba, que conquistou contratos para exportação de toras de madeira, vergalhões de aço e barrilhas, sobretudo para o mercado chinês.

No Tecon Vila do Conde, o volume de contêineres movimentados caiu 1,0% nos três primeiros meses deste ano, atingindo 23.747 unidades. As operações de longo curso representaram 65,3% do volume total e tiveram queda de 7,5%. O volume da cabotagem, que respondeu a 34,7% do total movimentado, subiu 14,1% de janeiro a março de 2019.

Já o volume de contêineres armazenados da Santos Brasil Logística cresceu 5,7% no período, fruto de novos contratos firmados com clientes dos setores químico e de fertilizantes.

O Terminal de Veículos (TEV) movimentou 48.948 veículos nos três primeiros meses de 2019, queda de 31,6% em relação a 2018, decorrente principalmente das menores exportações de veículos das montadoras brasileiras para o mercado argentino. Por outro lado, o mix apresentou evolução com maior parcela de veículos importados sobre o total movimentado, de 12,1% de janeiro a março deste ano contra 10,8% no mesmo período do ano anterior.

Segundo o diretor Econômico-Financeiro e de Relações com Investidores da Santos Brasil, Daniel Pedreira Dorea, o resultado do primeiro trimestre de 2019 reflete o ritmo lento da economia brasileira, com retração das expectativas de crescimento para o ano. Apesar disso, avalia o executivo, o crescimento registrado pelo Tecon Santos, de maneira isolada, demonstra o potencial de a empresa ganhar participação de mercado perante à concorrência, pavimentando o crescimento esperado das operações nos próximos trimestres.

A receita líquida consolidada da companhia no primeiro trimestre de 20109 cresceu 6,3%, totalizando R$227,2 milhões. No período, a Santos Brasil apresentou prejuízo líquido de R$ 9,1 milhões. Como consequência da nova metodologia contábil, houve incremento nas despesas de amortização do ativo intangível, impactando diretamente o resultado do exercício.

O Ebitda da empresa foi de R$ 32,8 milhões, com margem de 14,4%. Já o Ebitda proforma recorrente totalizou R$13,5 milhões, com margem de 6%. A Santos Brasil encerrou o período com um saldo de caixa de R$ 249,3 milhões e caixa líquido de R$31,4 milhões. Os investimentos somaram R$15 milhões no trimestre.

Leia mais

Governo federal anuncia investimentos de R$ 2 bi na malha rodoviária nacional

O ministro da Infraestrutura Tarcisio Gomes de Freitas anunciou hoje, dia 16 de abril, em Brasília, um pacote de medidas voltadas ao transporte rodoviário, com foco especial no caminhoneiro autônomo.

Um dos principais destaques será um aporte de R$ 2 bilhões destinado à conclusão de obras rodoviárias e também a serviços de manutenção, recuperação e ampliação de estradas. Além disso, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) disponibilizará, em um primeiro momento, R$ 500 milhões em linhas de crédito de até R$ 30 mil para cada caminhoneiro autônomo, visando a compra de insumos como pneus e a manutenção dos veículos.

Outro ponto abordado foi o fomento à implantação de pontos de parada para os caminhoneiros, onde o profissional pode descansar, obedecendo a Lei 12.619, conhecida como Lei do Descanso, e usufruir de diversos outros serviços durante suas viagens. De acordo com Freitas, a disponibilização desses locais se tornará obrigatória para as concessionárias, e a novidade será adicionada aos contratos de concessão, inclusive nos futuros leilões.

Quanto à tabela de frete, o ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, salientou que esse é um dos principais temas discutidos pelo atual governo, mas ainda tratado por diferentes esferas uma vez que envolve diversas variáveis, como tipo de produto transportado, equipamentos aplicados na movimentação, custos de manutenção, entre outros.

Dentre os demais assuntos abordados pelo ministro estão a importância da utilização do Conhecimento de Transporte Eletrônico (CT-e), que reúne todos os documentos inerentes ao transporte de carga rodoviário e simplifica a vida do caminhoneiro, inclusive eliminando intermediários, a possibilidade da criação de um cartão combustível fornecido pela Petrobras para a compra de diesel com valor fixado e a mudança do tempo de renovação da Carteira Nacional de Habilitação (CNH), de cinco para dez anos.

“Estamos felizes por dar esses passos. E eles são somente os primeiros. Nosso objetivo é trabalhar cada vez mais por esses profissionais que movimentam a riqueza do Brasil”, disse Freitas. “Nossa vontade é de ajudar quem ajuda o Brasil”, completou Lorenzoni.

Leia mais